PF mira suspeitas de fraude em licitação de R$ 9 milhões no Hospital Armando Vidal, em São Fidélis
A Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca e apreensão em São Fidélis e Campos dos Goytacazes na Operação Fidúcia, que apura desvios de recursos da saúde. A instituição e a Prefeitura de São Fidélis se manifestaram sobre o caso.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a Operação Fidúcia para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos na saúde de São Fidélis, no Norte Fluminense. De acordo com a PF, a investigação analisa possíveis fraudes em uma licitação de mais de R$ 9 milhões voltada ao Hospital Armando Vidal, instituição privada que atende pelo SUS.
Conforme as apurações, conduzidas pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), surgiram indícios de irregularidades no processo licitatório. Entre elas está a inversão de etapas entre a elaboração do projeto e a contratação da empresa encarregada da execução. Há também suspeitas de fraude envolvendo empresas que disputaram a concorrência.
Ao todo, nove mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de São Fidélis e Campos dos Goytacazes. Agentes da Polícia Federal estiveram no Hospital Armando Vidal.
Segundo a investigação, há ainda possíveis irregularidades praticadas por pessoas físicas e jurídicas ligadas ao contrato, com sinais de uso de empresas de fachada e de participação de servidores públicos e empresários.
Os envolvidos podem responder por fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e associação criminosa, além de outros crimes que venham a ser identificados no decorrer das apurações.
Em nota, a Prefeitura de São Fidélis informou que a operação se relaciona à contratação de uma empresa pelo Hospital Armando Vidal, feita em 2022. A prefeitura destacou que o hospital é uma instituição privada e filantrópica, com parcerias relevantes com o município, e não é uma unidade pública municipal. Disse também que segue à disposição das autoridades.
A Assessoria Jurídica da Associação Hospitalar Armando Vidal também se manifestou. Segundo o comunicado, o inquérito trata de fatos de 2022 ligados ao uso de recursos federais em obras de reforma e ampliação da unidade, e a investigação foca no procedimento de contratação adotado na gestão anterior. A diligência foi acompanhada pela assessoria, e a gestão atual entregou às autoridades todos os documentos solicitados. A associação afirmou que esses documentos já haviam sido entregues à PF em 06/10/2026, razão pela qual, em sua avaliação, a diligência foi inútil. A instituição disse que colaborará com a apuração e que o atendimento à população segue normalmente.
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