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Polícia

Golpista que se dizia doutora e nutróloga acaba algemada em mansão de Recreio

Mulher com pena de 16 anos por fraude foi capturada pela PF em condomínio na Zona Sudoeste do Rio, após trabalho de inteligência. Companheiro também havia sido detido no mesmo bairro nove dias antes.

Golpista que se dizia doutora e nutróloga acaba algemada em mansão de Recreio
Imagem da reportagem

Na noite de quinta-feira (22), agentes da Polícia Federal (PF) localizaram e detiveram uma mulher que vivia foragida da Justiça. A localização aconteceu num condomínio de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes, bairro da Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, depois de um trabalho de inteligência e de monitoramento feito pelos policiais.

De acordo com os investigadores, a suspeita, identificada como Andreza Ramires, exibia um estilo de vida extravagante nas redes sociais. Além disso, dizia ser doutora, nutricionista e farmacêutica, apresentando diplomas acadêmicos falsificados. Também afirmava possuir mestrado e PhD.

Ao consultar os conselhos responsáveis por fiscalizar as profissões, os investigadores constataram que não havia nenhum cadastro em nome dela. Andreza já tinha sido autuada antes por praticar, de forma ilegal, uma atividade regulamentada.

A prisão ficou a cargo do Grupo de Capturas da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu, responsável por executar o mandado de prisão definitiva expedido contra ela. Depois da detenção, a mulher foi levada até a unidade da PF em Nova Iguaçu, onde a prisão foi formalizada.

Em seguida, Andreza foi transferida para o sistema prisional fluminense, onde ficará à disposição da Justiça. Ela é companheira de Everton Barreto, que já acumula prisões por estelionato.

Barreto foi capturado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) nove dias antes, também no Recreio dos Bandeirantes. A ação cumpriu um mandado originado de uma condenação de 16 anos de reclusão.

Os advogados de Andreza, por sua vez, questionam a sentença. O defensor Eduardo Maurício classifica a condenação como ilegal e abusiva. Segundo ele, o antigo advogado da cliente conduziu o processo de maneira inadequada, e a detenção configuraria constrangimento ilegal.

A equipe de defesa protocolou uma revisão criminal no Tribunal de Justiça, que segue aguardando julgamento. Além disso, está apresentando, no Supremo Tribunal Federal (STF), um habeas corpus substitutivo de revisão criminal, que pretende questionar o cálculo da pena, considerado excessivo pelo advogado.

Com informações de www.ururau.com.br.

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