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Política

Campos registra menos votantes no 2º turno presidencial, com abstenção em alta e brancos e nulos em queda

Em Campos dos Goytacazes, o segundo turno presidencial teve menos eleitores nas urnas e mais ausências que no primeiro turno. Flávio Bolsonaro venceu no município, mas com vantagem menor.

Campos registra menos votantes no 2º turno presidencial, com abstenção em alta e brancos e nulos em queda
Imagem da reportagem

Os números oficiais mostram que o total de eleitores que não compareceram cresceu em 3.895 pessoas na comparação com o primeiro turno. A segunda etapa da eleição presidencial em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, ficou marcada por menos gente indo às urnas e por uma abstenção maior do que a registrada em outubro.

No domingo (25), 286.560 eleitores votaram, ao passo que 83.903 deixaram de ir às seções. Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção passou de 21,60% para 22,65%. Mesmo com um número menor de votantes, a quantidade de votos válidos subiu, enquanto os votos brancos e nulos recuaram.

Apesar da queda no comparecimento, os votos válidos saltaram de 272.164 para 275.397, o que representa um acréscimo de 3.233 votos. Por outro lado, os votos brancos e nulos foram de 18.294 para 11.163, uma diminuição de 7.131 votos.

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Ainda segundo os dados oficiais, o aumento de 3.895 ausências tem como referência o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela ocasião, 290.458 pessoas foram às urnas, e 80.008 não votaram.

Um levantamento divulgado pelo portal Ururau indica que Campos foi o município do Rio de Janeiro com o maior crescimento absoluto de abstenções entre um turno e outro.

Pela manhã, a circulação nos locais de votação acompanhados pela reportagem foi tranquila e não havia filas significativas. Eleitores disseram ter votado com mais agilidade, já que, no segundo turno, só era preciso escolher o presidente da República.

Também chamou atenção a redução de santinhos e de outros materiais de campanha perto das seções eleitorais. A lei proíbe a distribuição de propaganda eleitoral no dia da votação, e a prática pode caracterizar crime eleitoral, a depender das circunstâncias.

A Prefeitura de Campos afirmou que cerca de 370 agentes da Guarda Civil Municipal atuaram no segundo turno, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com as polícias Civil e Militar e com outros órgãos municipais.

O Centro de Controle Operacional (CCO) fez o acompanhamento por câmeras e repassou informações às equipes que estavam nas ruas. De acordo com o secretário de Inteligência e Controle Operacional, Rodrigo Ibiapina, não houve ocorrências de maior relevância, mas algumas denúncias pontuais de desordem pública em bairros foram acompanhadas pelas equipes.

Mesmo com a tranquilidade observada nas seções, foram registradas queixas sobre o transporte público ao longo do domingo.

Segundo o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), um dos primeiros casos ocorreu por volta das 10h, em Sapucaia, quando passageiros reclamaram da demora no atendimento. O órgão informou que a fiscalização foi acionada e que o problema foi solucionado.

Em Travessão, uma publicação nas redes sociais denunciou atraso no transporte. Ao checar o caso, o IMTT constatou que havia passageiros esperando e uma van fazendo o atendimento. O instituto admitiu o atraso, mas declarou que o serviço não chegou a ser interrompido.

As equipes monitoraram as queixas pelo CCO e mantiveram contato com as empresas responsáveis pelo transporte, a fim de apurar o que foi relatado.

Na disputa presidencial em Campos, Flávio Bolsonaro (PL) somou 159.470 votos, equivalentes a 57,91% dos válidos. Já Lula (PT) chegou a 115.927 votos, ou 42,09%.

A distância entre os dois candidatos ficou em 43.543 votos. No primeiro turno, a diferença tinha sido de 69.754 votos. Ainda que Flávio Bolsonaro tenha levado a melhor no município, a margem entre eles diminuiu na segunda etapa.

O balanço da eleição no município destaca três mudanças principais entre os turnos: menos comparecimento às urnas, abstenção maior e menos votos brancos e nulos.

Os números também revelam que, mesmo com menos eleitores votando, o total de votos válidos aumentou. Os dados possibilitam comparar o comportamento geral do eleitorado nos dois turnos, mas não explicam os motivos individuais que levaram alguns eleitores a faltar ou a mudar de escolha.

Mesmo com a redução do comparecimento, os votos válidos passaram de 272.164 para 275.397, um crescimento de 3.233 votos.

Com informações de G1 Norte Fluminense.

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